Dizer, âEu sou Deusâ, Ă© considerado blasfĂȘmia. Eu digo a vocĂȘ: dizer âEu nĂŁo sou Deusâ Ă© blasfĂȘmia. Quando vocĂȘ diz: âEu nĂŁo sou Deusâ, vocĂȘ nega a Deus sua onipresença. VocĂȘ Ă© feito de amor. Se vocĂȘ disser: âEu nĂŁo sou Deusâ, vocĂȘ estĂĄ negando que Deus Ă© amor. Se vocĂȘ Ă© amor e vocĂȘ diz: âEu nĂŁo sou Deusâ, vocĂȘ estĂĄ dizendo que Deus nĂŁo Ă© amor, e isto Ă© uma blasfĂȘmia.
âEu souâ Ă© sua consciĂȘncia. Se vocĂȘ disser: âEu nĂŁo sou Deusâ, vocĂȘ nega que Deus estĂĄ consciente, alerta e vigilante. VocĂȘ existe. Quando vocĂȘ diz: âEu nĂŁo sou Deusâ, vocĂȘ nega Deus de uma parte da existĂȘncia e isto Ă© blasfĂȘmia. AlĂ©m disso, vocĂȘ estĂĄ negando as escrituras que dizem: âDeus criou o homem Ă sua imagem e semelhançaâ. Se vocĂȘ disser: âEu nĂŁo sou Deusâ, vocĂȘ estĂĄ negando Deus.
Pergunta: Se Deus Ă© onipresente, porque hĂĄ Ăłdio e sofrimento neste mundo?
Gurudev: Como em um filme, nĂŁo importa se Ă© uma tragĂ©dia ou uma comĂ©dia, ou um filme com final feliz; no Absoluto nĂŁo hĂĄ opostos. Todos os opostos sĂŁo parte da existĂȘncia relativa.
ExistĂȘncia relativa nĂŁo Ă© o quadro completo. Bom e mau, certo ou errado, tudo Ă© relativo. Por exemplo: leite Ă© bom, mas muito leite pode matar vocĂȘ. Uma gota de veneno pode salvar uma vida (muitos medicamentos tem âVENENOâ escrito neles). Estes nĂŁo sĂŁo nem absolutamente bons nem maus, pois eles estĂŁo apenas lĂĄ.
A verdade transcende a dualidade, e Deus Ă© a Ășnica e absoluta verdade. Em um filme, quando a luz passa atravĂ©s da pelĂcula, nĂŁo importa para a luz sobre o que Ă© o filme. TragĂ©dia ou comĂ©dia, herĂłi ou vilĂŁo, a luz estĂĄ sempre lĂĄ. Da mesma forma, nĂŁo importa o que estĂĄ acontecendo na sua mente, VOCĂ Ă DEUS.